Abrig e Interlegis promovem debate sobre Logística no contexto das Relações Institucionais, Governamentais e Internacionais

O presidente da Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig), Guilherme Cunha Costa, participou nesta segunda-feira (1º) da abertura do Seminário Internacional de Logística, no auditório Antonio Carlos Magalhães do Instituto Legislativo Brasileiro (ILB/Interlegis). No debate foram abordadas questões sobre Segurança Jurídica, Privatizações e Concessões, Desburocratização e Digitalização Governamental e Relações Institucionais. Guilherme Cunha destacou o papel da Abrig no protagonismo da construção de uma agenda positiva que promoverá o crescimento do Brasil.

“Os desafios são grandes. Se ficarmos parados, eles não serão solucionados. E a Abrig, como uma entidade transversal de especialistas de políticas públicas, tem a obrigação de movimentar a sociedade visando os grandes desafios que o país enfrenta. Então, nós não vamos esmorecer de atacar, de propor, de trabalhar para apresentar soluções concretas. Esse seminário é mais um passo importante nesse sentido”, frisou.

O diretor da Interlegis/ILB, Márcio Coimbra, elogiou a iniciativa da entidade e a importância do Seminário para buscar melhorar o ambiente de negócios e ampliar as oportunidades de investimento em infraestrutura logística no Brasil.

“A Abrig traz a sociedade para dentro do parlamento, dá voz a esses setores da sociedade que precisam ser ouvidos pelos formuladores das políticas públicas”, disse Coimbra.

O tema central do primeiro painel debate foi “A crise comercial EUA e China – Oportunidades para Relações Institucionais e Governamentais na logística do Brasil” e contou com três painelistas: Floriano Filho, coordenador-geral do Instituto Legislativo Brasileiro (ILB); Coronel Thiers Ribeiro, adido do Exército Brasileiro na China; e o embaixador Benoni Belli, diretor do departamento dos EUA no Itamaraty.

Benoni Belli destacou que a realidade do país pode mudar, a partir da boa relação entre os presidentes do Brasil, Jair Bolsonaro, e dos EUA, Donald Trump. “Existiu no passado uma falta de empenho por investir em acordos comerciais mais ambiciosos com os EUA. Hoje parece que isso está mudando. O Brasil está se abrindo ao mundo. Além da sinergia entre os presidentes e a visão de mundo em comum. A questão é transformar essa boa química em bons resultados”, afirmou.

Já Thiers Ribeiro fez um apanhado histórico geopolítico e econômico da China e salientou que o Brasil tem muito a aprender com o país que uma das maiores potências do mundo. Para ele, os brasileiros tem todas as prerrogativas para se tornar uma potência também nas próximas décadas.

O segundo painel abordou questões ligadas às “Privatizações , Insfraestrutura e as Relações Institucionais e Governamentais – Oportunidades de investimento para o Brasil”. O debate foi ministrado entre o deputado Arnado Jardim, o senador Wellington Fagundes, o embaixador dos Países Baixos, Cornelis Van Rij, e o chefe da assessoria Institucional e Internacional do Ministério da Infraestrutura, Gustavo Sabóia.

A regulamentação que altera a legislação relacionada às parcerias público-privadas (PPPs) e concessões foi um consenso entre os painelistas. Para eles, é preciso de um arcabouço regulatório mais sólido para evitar burocracias, problemas contratuais e litígios. O deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) destacou que o momento que o país vive é desafiador, pois enfrenta falta de investimentos, além do crescimento baixo.

“O Estado é que foi muitas vezes provedor e indutor. Sabemos que o modelo de estatais está esgotado. É preciso mudar! Temos que incentivar parcerias PPP e de concessões”, salientou.

Jardim ressaltou que o parlamento está empenhado em aprovar propostas que melhoram o ambiente atual como, por exemplo, as reformas da Previdência e tributária. Ele adiantou que o Legislativo está trabalhando para a construção de uma proposta para criar o marco regulatório das PPPs e concessões, da qual ele será relator. O deputado afirmou que a intenção é que no segundo semestre todas estas medidas estejam aprovadas.

“Precisamos desse marco para promover mais segurança jurídica, solidez e previsibilidade para que as PPPS e concessões ganhem um novo impulso”, disse.

Outro ponto consensual é que o Brasil precisa ser multimodais. Durante o seminário foram citados diversos problemas estruturais e falta de investimentos na infraestrutura, principalmente, para ampliação do tipo de transporte utilizado no país.

“Não só a construção de estrada resolve. Você precisa de uma boa rodovia para melhorar a logística para que os produtos cheguem a ferrovia ou hidrovia. Precisamos que fazer com que a máquina brasileira seja uma só”, afirmou o senador Wellington Fagundes (PL-MT).

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