A importância de regulamentações alinhadas aos critérios ESG

Em entrevista para a Revista Abrig Digital, o diretor da Abrig e diretor-executivo da Matchmaking Brazil, Bernhard Smid, falou sobre o Comitê ESG. Recentemente, foi mediador do bate-papo sobre ações e estratégias de ESG no evento de lançamento do novo grupo de debates da Abrig. Smid abordou a importância de adotar uma regulamentação alinhada aos critérios internacionais de ESG. Segundo ele, existe a necessidade de olhar a nível federal e subnacional para poder implementar, de fato, as oportunidades em ESG de forma mais sistêmica no país.


ABRIG: Qual a importância de adotarmos regulamentações de acordo com os critérios ESG? 


BERNHARD SMID: Esse tema é extremamente importante, pois quando falamos de regulamentação, tendo em vista os pilares ESG, há uma série de possibilidades e de oportunidades. Existem três níveis de ações referentes à regulamentação, são elas internacional, nacional e subnacional. Muitas das vezes existem políticas específicas que estão avançadas nos governos estaduais, mas ao olhar para o governo nacional – que tem como premissa abranger todo o país, ainda que com diferentes características em cada estado -, encontra-se a necessidade de trabalhar o processo de formatação da melhor legislação nacional, compatibilizando com as atividades subnacionais e internacionais, pois é fundamental adotar legislações alinhadas aos debates internacionais.


Quando observamos as temáticas internacionais, vemos que as questões socioambientais e de governança são cada vez mais demandadas, inclusive, para a formalização de acordos internacionais. Existe, portanto, a necessidade de olhar a nível federal e subnacional para poder implementar, de fato, as oportunidades em ESG de forma mais sistêmica.


ABRIG: Como membro do Comitê que acompanhou de perto o lançamento, quais são as expectativas para o Comitê ESG?


BERNHARD SMID: As expectativas são sempre muito grandes. ESG é uma sigla de letras que abrange muitas questões, então temos ciência de que não é possível fazer absolutamente tudo, mas sim estabelecer quais são as prioridades, considerando as instituições e os profissionais que são associadas à Abrig. A questão-chave é ressignificar o que está sendo feito atualmente, tanto como pessoa física como jurídica, e analisar o que pode ser feito de uma forma mais sustentável e social para aprimorar, também, a governança.


ABRIG: Qual a importância da realização de um evento como este, com a união de duas empresas tão diferentes, mas preocupadas em atender aos os pilares do ESG?


BERNHARD SMID: Comunicação. Acho que um aspecto da comunicação é a necessidade de sempre discutir as características com base nas culturas institucionais, ou seja, quais são os aspectos de uma empresa grande ou pequena, mas que têm como oportunidades questões relacionadas a ESG. Sempre esbarramos na questão da comunicação, pois nem sempre as oportunidades ou as ações executadas são divulgadas e é primordial repensar o que deve ser trabalhado nesse processo institucional, estudando instituições, expectativas, oportunidades e viabilizando ações específicas.


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