A Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig), em conjunto com o Lobby Jovem, realizou, nesta segunda-feira (30), um encontro voltado à formação e ao fortalecimento da atuação profissional em Relações Institucionais e Governamentais (RIG). A iniciativa foi organizada pelo Comitê Jovem Abrig e reuniu especialistas, representantes do setor público e lideranças da entidade.
A abertura foi conduzida por Márcio Dias, coordenador do Comitê Jovem Abrig, seguida pelo painel técnico “A Ciência por trás das Leis”, que destacou a importância do Direito e do processo legislativo na atuação em RIG.
O advogado Guilherme Favetti abordou o uso do Direito como ferramenta estratégica na defesa de interesses. “Fazer RIG é, essencialmente, defender o interesse do seu cliente perante as instituições públicas, seja no Legislativo, no Executivo ou até no Judiciário”, afirmou.
Segundo ele, a atuação exige preparo técnico e capacidade de antecipação de cenários. “O que o mercado busca é segurança jurídica e previsibilidade. E isso só é possível com diálogo qualificado, dados e conhecimento da legislação”, disse. Favetti também destacou o caráter estratégico da atividade. “Não é só reagir a decisões. É antecipar riscos, analisar impactos e construir caminhos de atuação com base em informação e estratégia”, completou.
Na sequência, o professor Paulo Fernando Mohn abordou os diferentes caminhos na carreira e a importância da preparação técnica. “Vocês podem estar dos dois lados do balcão: no setor público ou no setor privado. E cada um exige preparação e entendimento profundo do funcionamento institucional”, afirmou.
Ele também reforçou a centralidade da confiança na atuação profissional. “Todas as funções que eu assumi foram baseadas em confiança. Isso é central na atividade. Você não pode queimar pontes nem relações ao longo do caminho”, destacou.
O painel político contou com a participação do deputado federal e ex-governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, que ressaltou a importância da qualificação técnica e da confiança na relação com os profissionais de RIG. “A confiança é um dado insubstituível. O parlamentar precisa saber que as informações recebidas são técnicas e confiáveis”, afirmou.
Rollemberg também destacou o papel da atividade na construção de políticas públicas. “Nenhum parlamentar domina todos os temas. É fundamental contar com quem tem conhecimento técnico para qualificar as decisões”, disse.
Ele acrescentou que a relação com o setor é indispensável. “O trabalho bem feito dos profissionais de RIG enriquece a atuação política e ajuda a construir melhores políticas públicas”, afirmou.
Na visão institucional, a 1ª vice-presidente da Abrig, Francine Moor, destacou o papel da entidade na profissionalização da atividade. “Nosso objetivo é fortalecer uma atuação técnica, responsável e que contribua para políticas públicas mais qualificadas”, afirmou.
Francine também abordou o avanço da participação feminina no setor. “Hoje já avançamos na presença de mulheres na área, mas ainda há barreiras para alcançar os níveis mais altos de liderança”, pontuou.
O presidente do Conselho Superior da Abrig, Eduardo Alves Fayet, destacou competências essenciais para a atuação profissional. “Para trabalhar com RIG, é preciso gostar da pluralidade, ter flexibilidade e saber lidar com diferentes perspectivas”, afirmou. O presidente do colegiado ressaltou a importância do equilíbrio. “A passionalidade não ajuda. É preciso separar o que é posição pessoal do que é atuação profissional”, disse.
Ao abordar o papel da atividade, Fayet afirmou: “Nós somos o elo entre o setor privado e o poder público. É por meio dessa conexão que a informação técnica chega aos tomadores de decisão”.
O encontro também contou com a participação dos projetos de extensão e parceiros, além da apresentação dos membros da coordenação e da gerência do Comitê Jovem Abrig, reforçando o papel da entidade na formação de novos profissionais.
